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8th mai, Mardi — Reblog
Eu deixarei que morra em mim o desejo de amar os teus olhos que são doces
Porque nada te poderei dar senão a mágoa de me veres eternamente exausto.
No entanto a tua presença é qualquer coisa como a luz e a vida
E eu sinto que em meu gesto existe o teu gesto e em minha voz a tua voz.
Não te quero ter porque em meu ser tudo estaria terminado.
Quero só que surjas em mim como a fé nos desesperados
Para que eu possa levar uma gota de orvalho nesta terra amaldiçoada
Que ficou sobre a minha carne como nódoa do passado.
Eu deixarei… tu irás e encostarás a tua face em outra face.
Teus dedos enlaçarão outros dedos e tu desabrocharás para a madrugada.
Mas tu não saberás que quem te colheu fui eu, porque eu fui o grande íntimo da noite.
Porque eu encostei minha face na face da noite e ouvi a tua fala amorosa.
Porque meus dedos enlaçaram os dedos da névoa suspensos no espaço.
E eu trouxe até mim a misteriosa essência do teu abandono desordenado.
Eu ficarei só como os veleiros nos pontos silenciosos.
Mas eu te possuirei como ninguém porque poderei partir.
E todas as lamentações do mar, do vento, do céu, das aves, das estrelas.
Serão a tua voz presente, a tua voz ausente, a tua voz serenizada.
Porque nada te poderei dar senão a mágoa de me veres eternamente exausto.
No entanto a tua presença é qualquer coisa como a luz e a vida
E eu sinto que em meu gesto existe o teu gesto e em minha voz a tua voz.
Não te quero ter porque em meu ser tudo estaria terminado.
Quero só que surjas em mim como a fé nos desesperados
Para que eu possa levar uma gota de orvalho nesta terra amaldiçoada
Que ficou sobre a minha carne como nódoa do passado.
Eu deixarei… tu irás e encostarás a tua face em outra face.
Teus dedos enlaçarão outros dedos e tu desabrocharás para a madrugada.
Mas tu não saberás que quem te colheu fui eu, porque eu fui o grande íntimo da noite.
Porque eu encostei minha face na face da noite e ouvi a tua fala amorosa.
Porque meus dedos enlaçaram os dedos da névoa suspensos no espaço.
E eu trouxe até mim a misteriosa essência do teu abandono desordenado.
Eu ficarei só como os veleiros nos pontos silenciosos.
Mas eu te possuirei como ninguém porque poderei partir.
E todas as lamentações do mar, do vento, do céu, das aves, das estrelas.
Serão a tua voz presente, a tua voz ausente, a tua voz serenizada.
— (Vinícius de Moraes)
(Source : incolume)
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4th avril, Mercredi — Reblog
Como belas histórias, os melhores capítulos passam rápido.
— Avenged Sevenfold (via un-equal)
(Source : fucking-s0ciety)
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4th avril, Mercredi — Reblog
Formas infinitas
De amores súbitos
Formas luminosas
De desejos fúlvidos
Formas delicadas
De olhares fundos
Formas sem fim
Dos que falam muito
Formas que formam
Os dizeres do mundo
E formosos são
Os que escutam tudo!
De amores súbitos
Formas luminosas
De desejos fúlvidos
Formas delicadas
De olhares fundos
Formas sem fim
Dos que falam muito
Formas que formam
Os dizeres do mundo
E formosos são
Os que escutam tudo!
— Raquel P. (via tresvariando)
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4th avril, Mercredi — Reblog
Por medo das partidas, tem gente que não deixa ninguém chegar.
— Lucas Silveira. (via atitudedejovens)
(Source : fuckyeahbeeshop)
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4th avril, Mercredi — Reblog
Mas eu até gosto de ficar só.
Só comigo.
Só contigo.
Só eu contigo.
Só comigo.
Só contigo.
Só eu contigo.
— Adoecida (via adoecida)
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4th avril, Mercredi — Reblog
Há uma verdade, em mim…
Que eu só enxergo nos teus olhos.
Que eu só enxergo nos teus olhos.
— Adoecida (via adoecida)
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4th avril, Mercredi — Reblog
A morte não é a maior perda da vida. A maior perda da vida é o que morre dentro de nós enquanto vivemos.
— Pablo Picasso (via blues-e-poesias)
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4th avril, Mercredi — Reblog
O amor não é uma desculpa. Você não pode justificar o ciúme com o amor. Sinto ciúme de você porque te amo demais. Eu já disse isso, mas hoje vejo diferente. Se eu amo demais, o problema é meu. Dizer que ama e quantificar o amor só serve para quem sente. Se eu tenho o maior amor do mundo, o mais puro e o que mais me faz feliz o problema é exclusivamente meu. Sabe por quê? Não importa o amor que eu sinto, não para o outro. Para o outro importa como eu demonstro, me comporto e vivo esse amor. O que adianta eu dizer que o meu amor é o mais puro de todos se eu não mostro isso? O amor não é uma palavra bonita. O maior problema do mundo, hoje, é esse. As pessoas acham que falar basta. Não, falar não basta. O amor não tem que ser dito, ele precisa ser sentido, senão ele não sobrevive.
— Clarissa Corrêa (via suscitar)
(Source : neologismo)
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4th avril, Mercredi — Reblog
Queria perguntar em voz alta, mas a voz não saía, por mais esforços que fizesse, por mais que seus braços furassem o vazio e seu corpo amarrotasse as cobertas sem encontrar posição. Febre, tenho febre, pensou. E as palavras eram algo sólido, uma certeza onde poderia segurar-se. Tenho febre, repetiu sem voz. Passou novamente a mão pela testa, sentiu-a estranha. Quente, seca, fria, úmida. Havia inúmeras gotinhas sobre ela, gotinhas minúsculas que sua mão ia destruindo aos poucos. Levou a ponta dos dedos até os lábios. Sentiu um gosto salgado. De suor, lágrima, medo. Levantou o corpo na cama — não, medo não. Sacudiu a cabeça, as gotas rolavam pelo rosto sem que ele soubesse se seriam de suor ou de lágrimas. Das faces desciam pelo pescoço, molhavam o peito, o ventre, as coxas, os pés, escorregavam para dentro e fora dele. Estavam nele, junto com ele — eram ele próprio. O medo. Medo não medo não medo não, resistiu. Pois se sentisse medo, pensou vagamente, não poderia contar sequer consigo próprio. E eu só tenho a mim, eu só tenho a mim, repetiu, voltando a cair sobre a cama. Não posso sentir medo, não devo sentir medo, não quero sentir medo.
Era só um pesadelo. Que ia passar, como passam os pesadelos. Um sonho pesado porque comera demais na véspera. Mas quando fora isso, a véspera? As paredes vazias pareciam arreganhar os dentes com indagações: vamos, diga, quando foi a véspera? Mas não sabia responder, era como se estivesse há séculos ali, jogado sobre aquela cama. Não havia véspera. Não havia ontem nem hoje nem amanhã. Não havia tempo. As paredes arfavam, gemiam: vamos, diga, há ou não há tempo?
Era só um pesadelo. Que ia passar, como passam os pesadelos. Um sonho pesado porque comera demais na véspera. Mas quando fora isso, a véspera? As paredes vazias pareciam arreganhar os dentes com indagações: vamos, diga, quando foi a véspera? Mas não sabia responder, era como se estivesse há séculos ali, jogado sobre aquela cama. Não havia véspera. Não havia ontem nem hoje nem amanhã. Não havia tempo. As paredes arfavam, gemiam: vamos, diga, há ou não há tempo?
— (Caio Fernando Abreu, Limite Branco)
(Source : companhiadaspalavras)




